
Natureza-morta com queijo
Marten e Oopjen: riqueza construída sobre trabalho escravo
Marten e a escravidão
Marten e Oopjen deviam sua riqueza ao trabalho escravo. Em Amsterdã, o pai de Marten e, mais tarde, o próprio casal, fizeram fortuna com o refinamento de açúcar bruto vindo do Brasil. Lá, ele havia sido cultivado, colhido e processado por africanos que haviam sido escravizados. O açúcar tornou-se muito popular na Europa em um curto espaço de tempo, e ganhou-se muito dinheiro com ele. A demanda europeia foi atendida em grande parte pela indústria açucareira de Amsterdã. Essa enorme produção não teria sido possível sem o uso em larga escala de pessoas em situação de escravidão.
Marten e Oopjen deviam sua riqueza ao trabalho escravo. Em Amsterdã, o pai de Marten e, mais tarde, o próprio casal, fizeram fortuna com o refinamento de açúcar bruto vindo do Brasil. Lá, ele havia sido cultivado, colhido e processado por africanos que haviam sido escravizados. O açúcar tornou-se muito popular na Europa em um curto espaço de tempo, e ganhou-se muito dinheiro com ele. A demanda europeia foi atendida em grande parte pela indústria açucareira de Amsterdã. Essa enorme produção não teria sido possível sem o uso em larga escala de pessoas em situação de escravidão.
Especiarias, violência e escravidão no comércio holandês
Especiarias e escravidão
As especiarias nestas tortas eram frequentemente obtidas pela Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) por meio de violência e escravidão. Os cravos vinham de Ambon, uma das ilhas Molucas, que foi conquistada pela VOC em 1605. Os habitantes de Ambon tinham de colher os cravos junto com trabalhadores escravizados pela VOC. A noz-moscada vinha das ilhas Banda (ao sul de Ambon), que foram tomadas à força em 1621. Pessoas escravizadas tinham de colher as sementes de noz-moscada nas plantações e retirar sua cobertura (arilo).
As especiarias nestas tortas eram frequentemente obtidas pela Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) por meio de violência e escravidão. Os cravos vinham de Ambon, uma das ilhas Molucas, que foi conquistada pela VOC em 1605. Os habitantes de Ambon tinham de colher os cravos junto com trabalhadores escravizados pela VOC. A noz-moscada vinha das ilhas Banda (ao sul de Ambon), que foram tomadas à força em 1621. Pessoas escravizadas tinham de colher as sementes de noz-moscada nas plantações e retirar sua cobertura (arilo).
Comércio colonial de Amsterdã, riqueza do açúcar e trabalho escravizado
Amsterdã, comércio colonial e escravidão
A Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) frequentemente obtinha especiarias por meio da violência e da escravidão. Cravos de Ambon e noz-moscada das Ilhas Banda — conquistadas pela VOC em 1605 e 1621 — eram colhidos em plantações por trabalhadores escravizados e por populações locais forçadas ao trabalho. Na Ásia, na África e nas Américas, a escravidão era amplamente difundida e demorou a desaparecer. Em Amsterdã, as autoridades e os comerciantes partilhavam os lucros desse sistema, e pessoas escravizadas levadas para a cidade podiam tentar — mas não automaticamente obter — sua liberdade por meio dos tribunais.
A fortuna de Marten e Oopjen estava diretamente ligada ao trabalho escravizado: o pai de Marten, e mais tarde o próprio casal, enriqueceram refinando açúcar bruto vindo do Brasil, cultivado, colhido e processado por africanos escravizados. A crescente demanda europeia por açúcar era em grande parte atendida pela indústria açucareira de Amsterdã, cuja escala dependia da escravidão em massa. Maerten Daey, o marido posterior de Oopjen, havia mantido antes, no Brasil, uma mulher escravizada chamada Francisca em cativeiro, estuprando-a repetidas vezes e rejeitando tanto ela quanto a filha de ambos quando ela engravidou — uma história individual que revela a brutalidade que sustentava a riqueza colonial.
A Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) frequentemente obtinha especiarias por meio da violência e da escravidão. Cravos de Ambon e noz-moscada das Ilhas Banda — conquistadas pela VOC em 1605 e 1621 — eram colhidos em plantações por trabalhadores escravizados e por populações locais forçadas ao trabalho. Na Ásia, na África e nas Américas, a escravidão era amplamente difundida e demorou a desaparecer. Em Amsterdã, as autoridades e os comerciantes partilhavam os lucros desse sistema, e pessoas escravizadas levadas para a cidade podiam tentar — mas não automaticamente obter — sua liberdade por meio dos tribunais.
A fortuna de Marten e Oopjen estava diretamente ligada ao trabalho escravizado: o pai de Marten, e mais tarde o próprio casal, enriqueceram refinando açúcar bruto vindo do Brasil, cultivado, colhido e processado por africanos escravizados. A crescente demanda europeia por açúcar era em grande parte atendida pela indústria açucareira de Amsterdã, cuja escala dependia da escravidão em massa. Maerten Daey, o marido posterior de Oopjen, havia mantido antes, no Brasil, uma mulher escravizada chamada Francisca em cativeiro, estuprando-a repetidas vezes e rejeitando tanto ela quanto a filha de ambos quando ela engravidou — uma história individual que revela a brutalidade que sustentava a riqueza colonial.
Oopjen, Maerten Daey e a violência da escravidão
Oopjen e a escravidão
Após a morte de seu marido Marten Soolmans, Oopjen casou-se com Maerten Daey. Antes do casamento, Daey havia passado alguns anos no Brasil. A trágica história da escravizada Francisca chegou até nós por meio de fontes da época. Daey a capturou, manteve-a em cativeiro e a estuprou diversas vezes. Quando se descobriu que Francisca estava grávida, ele a mandou embora e recusou-se a reconhecer a filha de ambos, Elunam.
Após a morte de seu marido Marten Soolmans, Oopjen casou-se com Maerten Daey. Antes do casamento, Daey havia passado alguns anos no Brasil. A trágica história da escravizada Francisca chegou até nós por meio de fontes da época. Daey a capturou, manteve-a em cativeiro e a estuprou diversas vezes. Quando se descobriu que Francisca estava grávida, ele a mandou embora e recusou-se a reconhecer a filha de ambos, Elunam.

O cisne ameaçado defendendo o seu ninho
Escravidão e Amesterdão: arte, comércio e vidas escravizadas
Escravidão e Amesterdão
A escravidão na Ásia, em África ou nas Américas foi, durante muito tempo, comum e difícil de eliminar. As primeiras obras de Rembrandt foram vendidas a compradores na década de 1630. As pessoas escravizadas podiam nascer na escravidão ou ser vendidas para o estrangeiro pelas suas próprias autoridades. Segundo investigadores do Rijksmuseum e do Museu de Amesterdão, a cidade de Amesterdão partilhou dos benefícios do comércio de escravos. Um dos retratados de Rembrandt, por exemplo, era um homem escravizado. Depois da sua chegada, ele ainda não era livre, e também pôde recorrer aos tribunais para reivindicar essa liberdade.
A escravidão na Ásia, em África ou nas Américas foi, durante muito tempo, comum e difícil de eliminar. As primeiras obras de Rembrandt foram vendidas a compradores na década de 1630. As pessoas escravizadas podiam nascer na escravidão ou ser vendidas para o estrangeiro pelas suas próprias autoridades. Segundo investigadores do Rijksmuseum e do Museu de Amesterdão, a cidade de Amesterdão partilhou dos benefícios do comércio de escravos. Um dos retratados de Rembrandt, por exemplo, era um homem escravizado. Depois da sua chegada, ele ainda não era livre, e também pôde recorrer aos tribunais para reivindicar essa liberdade.
Museu Rijks
O Rijksmuseum é o museu nacional de arte e história dos Países Baixos, instalado em um edifício emblemático no coração de Amsterdã. Sua vasta coleção abrange séculos, dos mestres da Idade de Ouro holandesa, como Rembrandt e Vermeer, às artes decorativas, escultura, fotografia e objetos do cotidiano. Galerias envolventes apresentam o brilho artístico do país em diálogo com seu poder marítimo, suas redes de comércio global e a expansão colonial em diferentes continentes.
Além de suas pinturas célebres, o museu destaca cada vez mais as histórias humanas por trás da riqueza e do luxo, incluindo o papel da escravidão no comércio de açúcar, especiarias e outras mercadorias. Exposições cuidadosamente pesquisadas revelam como muitas fortunas foram construídas sobre a violência e a exploração na Ásia, na África e nas Américas, dando voz a pessoas escravizadas e marginalizadas. Essa abordagem convida o visitante a questionar imagens familiares e a perceber a arte holandesa em um contexto histórico mais amplo e honesto.
Além de suas pinturas célebres, o museu destaca cada vez mais as histórias humanas por trás da riqueza e do luxo, incluindo o papel da escravidão no comércio de açúcar, especiarias e outras mercadorias. Exposições cuidadosamente pesquisadas revelam como muitas fortunas foram construídas sobre a violência e a exploração na Ásia, na África e nas Américas, dando voz a pessoas escravizadas e marginalizadas. Essa abordagem convida o visitante a questionar imagens familiares e a perceber a arte holandesa em um contexto histórico mais amplo e honesto.
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