Suécia
Introdução
Serena, moderna, instruída, ascética e próxima da natureza, a Suécia é quase um país perfeito, se é que existe um, apesar dos seus invernos escuros e frios e do custo de vida bastante elevado. Mãe da social‑democracia, a Suécia conseguiu criar um modelo econômico alternativo e harmonioso ao capitalismo desenfreado, sem o fascismo da Alemanha e da Itália nem o comunismo da Rússia e da China.
História
Durante a Era Viking (séculos VIII–XI), os suecos eram conhecidos como exploradores, comerciantes e guerreiros, deixando sua marca das Ilhas Britânicas até Bizâncio. A Suécia primeiro se consolidou como um reino cristão unificado com centro em Uppsala e depois entrou na União de Kalmar, uma aliança política com a Dinamarca e a Noruega. No entanto, as tensões entre os reinos nórdicos levaram à independência da Suécia em 1523, sob a liderança do rei Gustavo Vasa, frequentemente considerado o pai da Suécia moderna.
O século XVII marcou a ascensão da Suécia como uma grande potência europeia. Sob reis como Gustavo Adolfo, a Suécia expandiu seu território por meio de sucessos militares durante a Guerra dos Trinta Anos, tornando‑se uma força dominante no Norte da Europa. No entanto, essa era de poder entrou em declínio após derrotas em guerras contra a Rússia e outros vizinhos.
No século XIX, a Suécia fez uma transição pacífica para uma monarquia constitucional e, em seguida, para uma social‑democracia, evitando a turbulência das revoluções que varreram a Europa, sob a influência do Partido Social‑Democrata Sueco (SAP). Embora influenciado pelo pensamento marxista, o partido moderou sua posição para apoiar uma economia mista (em oposição ao controle estatal completo). Em 1921, o país concedeu sufrágio pleno a homens e mulheres.
O SAP voltou ao poder após a Grande Depressão, supervisionando a Era de Ouro do modelo social‑democrata descrito pelo conceito de “Folkhemmet” (O Lar do Povo). Ele promovia a ideia de uma sociedade forte, igualitária e cooperativa, em que o Estado garantia saúde universal, educação gratuita, pensões para idosos e direitos e proteções aos trabalhadores. Era um capitalismo limitado pelo Estado, que cobrava altos impostos progressivos e assegurava a cooperação entre sindicatos e empregadores. O modelo foi modificado nas décadas de 1980 e 1990 em resposta a crises econômicas, introduzindo algumas reformas neoliberais, o que levou ao atual Estado de bem‑estar mais orientado para o mercado.
O século XVII marcou a ascensão da Suécia como uma grande potência europeia. Sob reis como Gustavo Adolfo, a Suécia expandiu seu território por meio de sucessos militares durante a Guerra dos Trinta Anos, tornando‑se uma força dominante no Norte da Europa. No entanto, essa era de poder entrou em declínio após derrotas em guerras contra a Rússia e outros vizinhos.
No século XIX, a Suécia fez uma transição pacífica para uma monarquia constitucional e, em seguida, para uma social‑democracia, evitando a turbulência das revoluções que varreram a Europa, sob a influência do Partido Social‑Democrata Sueco (SAP). Embora influenciado pelo pensamento marxista, o partido moderou sua posição para apoiar uma economia mista (em oposição ao controle estatal completo). Em 1921, o país concedeu sufrágio pleno a homens e mulheres.
O SAP voltou ao poder após a Grande Depressão, supervisionando a Era de Ouro do modelo social‑democrata descrito pelo conceito de “Folkhemmet” (O Lar do Povo). Ele promovia a ideia de uma sociedade forte, igualitária e cooperativa, em que o Estado garantia saúde universal, educação gratuita, pensões para idosos e direitos e proteções aos trabalhadores. Era um capitalismo limitado pelo Estado, que cobrava altos impostos progressivos e assegurava a cooperação entre sindicatos e empregadores. O modelo foi modificado nas décadas de 1980 e 1990 em resposta a crises econômicas, introduzindo algumas reformas neoliberais, o que levou ao atual Estado de bem‑estar mais orientado para o mercado.
Política
Uma monarquia constitucional e uma democracia parlamentar, o sistema político enfatiza o consenso e a inclusão, com uma forte tradição de governos de coalizão. Questões políticas centrais na Suécia incluem as mudanças climáticas, a imigração e o futuro de seu Estado de bem‑estar. A Suécia tem sido líder em políticas verdes e energia renovável, com o objetivo de alcançar emissões líquidas zero até 2045. No entanto, debates sobre imigração, especialmente após a crise de refugiados de 2015, desencadearam discussões políticas significativas.
Embora a Suécia seja membro da União Europeia, optou por não adotar o euro, mantendo a coroa sueca como sua moeda. Como resultado do conflito russo‑ucraniano, a Suécia abandonou anos de neutralidade e aderiu à OTAN. Sua postura de neutralidade continua a moldar sua política externa, embora as recentes tensões geopolíticas na Europa tenham reacendido discussões sobre alianças de segurança mais estreitas, como a adesão à OTAN em 2024.
Embora a Suécia seja membro da União Europeia, optou por não adotar o euro, mantendo a coroa sueca como sua moeda. Como resultado do conflito russo‑ucraniano, a Suécia abandonou anos de neutralidade e aderiu à OTAN. Sua postura de neutralidade continua a moldar sua política externa, embora as recentes tensões geopolíticas na Europa tenham reacendido discussões sobre alianças de segurança mais estreitas, como a adesão à OTAN em 2024.
Economia
A Suécia possui uma das economias mais inovadoras e robustas do mundo, impulsionada pela tecnologia, pela indústria de transformação e pelos setores verdes. O país abriga gigantes globais como IKEA, Volvo, Spotify e Ericsson, refletindo sua cultura de inovação e design. A economia sueca também se beneficia de seu forte sistema de bem‑estar social, que enfatiza educação, saúde e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. No entanto, como muitas nações desenvolvidas, a Suécia enfrenta desafios para manter seu modelo social diante do envelhecimento da população e da concorrência global.
Pessoas
Os suecos são frequentemente descritos como reservados, porém amigáveis, valorizando o espaço pessoal e a modéstia. Conhecido por seu compromisso com a igualdade e a sustentabilidade, o modo de vida sueco enfatiza a simplicidade, a praticidade e uma ligação estreita com a natureza.
Os viajantes costumam notar o conceito sueco de “lagom”, que significa “na medida certa” e reflete uma preferência cultural pelo equilíbrio e pela moderação. Embora os suecos possam parecer quietos a princípio, são calorosos e abertos, especialmente quando se trata de compartilhar seu amor pelo fika — uma pausa para o café acompanhada de doces e conversa. A prioridade do comum sobre o privado está presente no conceito de “Allemansrätten”, ou “Direito de Acesso Público”: os suecos têm liberdade para circular, caminhar, acampar e desfrutar da natureza em terras de propriedade privada, desde que não causem danos nem perturbem o proprietário.
Os viajantes costumam notar o conceito sueco de “lagom”, que significa “na medida certa” e reflete uma preferência cultural pelo equilíbrio e pela moderação. Embora os suecos possam parecer quietos a princípio, são calorosos e abertos, especialmente quando se trata de compartilhar seu amor pelo fika — uma pausa para o café acompanhada de doces e conversa. A prioridade do comum sobre o privado está presente no conceito de “Allemansrätten”, ou “Direito de Acesso Público”: os suecos têm liberdade para circular, caminhar, acampar e desfrutar da natureza em terras de propriedade privada, desde que não causem danos nem perturbem o proprietário.
Cultura
A cultura sueca é uma rica mistura de folclore tradicional e criatividade contemporânea. O país deu ao mundo o ABBA, Ingmar Bergman e o fenômeno literário da série Millennium, de Stieg Larsson. O design e a arquitetura são centrais para a identidade sueca, com Estocolmo frequentemente chamada de “Veneza do Norte” por sua deslumbrante orla e planejamento urbano.
Festivais tradicionais como o Midsommar (Solstício de Verão), celebrado com mastros, flores e danças, continuam sendo parte integrante da cultura sueca. Enquanto isso, as indústrias suecas de música, cinema e jogos continuam a prosperar, fazendo do país uma potência cultural global.
Festivais tradicionais como o Midsommar (Solstício de Verão), celebrado com mastros, flores e danças, continuam sendo parte integrante da cultura sueca. Enquanto isso, as indústrias suecas de música, cinema e jogos continuam a prosperar, fazendo do país uma potência cultural global.
Comida
A culinária sueca é uma celebração da simplicidade e dos ingredientes frescos. As almôndegas (köttbullar), servidas com molho de lingonberry e batatas cremosas, são um prato icônico amado no mundo todo. Arenque em conserva (meu favorito), gravlax (salmão curado) e o queijo Västerbotten são pilares das refeições suecas tradicionais.
Nenhuma visita à Suécia fica completa sem experimentar o fika, um ritual muito querido que envolve café e doces como pãezinhos de canela (kanelbullar) ou bolo de princesa.
Nenhuma visita à Suécia fica completa sem experimentar o fika, um ritual muito querido que envolve café e doces como pãezinhos de canela (kanelbullar) ou bolo de princesa.
Minha conexão
Visitei a Suécia pela primeira vez em uma viagem paralela a partir da Dinamarca em 1993, durante minha primeira viagem ao exterior, atravessando de balsa até a charmosa cidade de Helsingborg, bem em frente à Helsingør dinamarquesa. Muitos anos depois, visitei Estocolmo, essa cidade moderna e bela, construída sobre ilhas, com um aconchegante bairro medieval (Gamla Stan), o excelente Museu Vasa e, a apenas uma curta distância, a antiga capital de Uppsala. Uppsala ofereceu um charme mais tranquilo e acadêmico, com a impressionante Catedral de Uppsala, a mais antiga da Escandinávia.
Dicas para visitar
Viajar pela Suécia é fácil graças ao excelente sistema de transporte público. Em Estocolmo, reserve um tempo para explorar suas ilhas de balsa — visitando Djurgården por seus museus e parques ou indo mais longe no Arquipélago de Estocolmo para ter um gostinho da natureza intocada. O eficiente transporte público da cidade torna a locomoção muito simples, mas caminhar por Gamla Stan é a melhor maneira de absorver seu charme medieval.
Uppsala é perfeita para um bate‑volta a partir de Estocolmo. Passeie por suas ruas históricas, visite a catedral e explore os jardins da universidade. As estações do ano moldam as experiências na Suécia — visite no verão para aproveitar as longas horas de luz do dia e os festivais ao ar livre, ou abrace a atmosfera aconchegante do inverno, com neve, saunas e mercados de Natal.
Uppsala é perfeita para um bate‑volta a partir de Estocolmo. Passeie por suas ruas históricas, visite a catedral e explore os jardins da universidade. As estações do ano moldam as experiências na Suécia — visite no verão para aproveitar as longas horas de luz do dia e os festivais ao ar livre, ou abrace a atmosfera aconchegante do inverno, com neve, saunas e mercados de Natal.
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